(via hm-a)

(via thatissocialsuicide)

Serio. Preciso seguir pessoas novas. Meu Dashboard as vezes me faz chorar.

(via thatissocialsuicide)

miss-poison asked: Nossa cara, senti sua falta nesse tempo que vc ficou fora!
Que bom que voltou, adoro ler esses 'resumos' que vc faz das coisas que acontecem com vc.
Enfim, gostei muito do que vc falou de São Paulo, sabe?
eu moro aqui desde que eu nasci, e parece que as pessoas daqui não dão muito valor pra cidade onde moram, só sabem falar mal, mais eu gostei da tua opinião, também adoro São Paulo e não pretendo sair dela tão cedo.
E vê se não abandona o tumblr de novo, hein?
Não quero ficar em abstinência dos seus posts de novo! :D

Ahhhh que linda!! Haha.

Obrigado Jú! Senti saudade de muuita gente aqui também que eu mantinha contato! Valeu por sentir a minha! :D

São Paulo é maravilhosa. Amando morar aqui, cada dia mais! Realmente, as pessoas não dão valor. Mas acho que isso é de sempre ter morado aqui e ter se acostumado né? Quem vem de fora sente a diferença.

Beijos! Bom domingo!!

babylamoon asked: tá sumido =/

Voltei :P

kamik4ze asked: Sua descrição é de arrasar ~~* Adorei aqui ^^

Obrigado !! :D

todayimfeelingthis asked: Eu AMEI o seu Tumblr!
Ele tem de tudo: Notícias engraçadas, coisas sobre vestibular, amor, vídeos legais!
A parte de vestibular eu achei muito boa... Ainda estou no 2º ano do Ensino Médio, mas foi interessante ver como você encarava o dia-a-dia, preparando-se para o vestibular!
Pena que faz tempo que você não posta! Por que sumiu?

The Comeback / Vida Universitária / Sao Paulo

Recebi na minha caixa de e-mail uma notificação de que haviam postado uma mensagem pra mim no Tumblr. Uma mensagem linda, da todayimfeelingthis, que eu senti quase obrigação de entrar novamente no blog só para respondê-la. Confesso: fiquei meses sem entrar aqui. Me surpreendi com o novo visual do site (ainda não tinha visto), e vendo minha Dashboard novamente, senti uma pontada de saudade anormal. Muita coisa mudou desde que deixei de postar no blog, há uns bons 8 meses atrás. Passei na universidade, mudei de cidade, larguei amigos, família, fiz novos amigos, comecei um romance aqui, outro ali, estou tranquilo agora com uma pessoa. E acho que devo realmente voltar a postar. E dar um resumo do que houve nesse meu sumiço né? todayimfeelingthis, obrigado por acender essa chama novamente!

De seis meses pra cá, minha vida e o rumo dela mudaram drasticamente. Não tenho nenhuma dúvida em dizer que a pessoa que escreve agora é outra pessoa, diferente do ano passado. 2010 foi um bom ano, mas um ano tomado por incertezas, indecisões, medos. Não tinha um dia em que não me encontrava mergulhado em dúvidas sobre o que viria pela frente, aflito em tomar uma decisão errada, medindo passos em centímetros, calculando riscos. Havia ali uma angústia que me sufocava por dentro, minuto a minuto. O anseio de não poder fazer planos a longo prazo por não saber o que seria de mim depois de alguns meses. Onde moraria. Como estaria. O que eu seria. Talvez todo vestibulando sinta isso, mas pra mim foi multiplicado em mols. 

Confesso que a conquista de uma vaga na USP à primeira vista não mexeu comigo. Nem de maneira positiva, nem negativa. Foi completamente neutra. Hoje eu entendo porquê. Eu estava à deriva, sem foco, muito menos meta. Eu tinha uma: passar no vestibular. Mas era vaga. Ela não especificava quando, como, onde, nem pra que. Não tinha alma. Era uma meta clichê, de puro enfeite. Surpreende-me ter agarrado ela com tanta intensidade, sendo feita só de casca e nada dentro. Só a promessa de que fosse preenchida um dia. 

Essa situação se modificou no primeiro contato com a universidade. Nos primeiros dias de aula, acaba-se entrando na dança e pegando o ritmo da instituição, do clima, das pessoas. Você vê que todas elas (ou a grande maioria) possui um desejo mais ou menos uniforme de seguir em frente. E que você faz parte disso. De súbito, minha alma inflou de uma vontade incontrolável, de uma fome violenta de tudo o que estava a minha volta. Como se eu quisesse literalmente digerir, abraçar, agarrar tudo aquilo e não largar mais. E daí pra frente foram acontecendo diversas coisas positivas, em apenas poucos meses. Consegui muitos benefícios da universidade, a ponto de receber alimentação gratuitamente e morar em um lugar excelente lá dentro sem custo algum. Meu círculo social se ampliou inimaginavelmente, fiz amigos maravilhosos, conheci pessoas incríveis, e que agradeço à vida por ter-lhes posto ao meu lado. Surpreendo-me cada dia mais como meu interesse pelo curso cresce, e junto com essa sensação, a de que eu não poderia ter escolhido outro curso que me satisfizesse mais tanto pessoal e profissionalmente. E morar em São Paulo… o que dizer de São Paulo?

São Paulo é talvez a grande cereja do bolo na história. São Paulo sempre ocupou um lugar majestoso, quase utópico, na maior parte da minha vida. Era catalogada como objeto de luxo, terra das festas magníficas, negócios imperdíveis, pessoas badaladas, agitação fervorosa. Como se fosse uma bolha particular, de acesso restrito, de moradores categoricamente escolhidos e modelados para ela. Um símbolo de status em forma de cidade. Fui raramente para São Paulo enquanto morava em Campinas, somente em reuniões esporádicas da empresa, nunca a passeio. Todo este misticismo que a rondava foi cultivado até minha mudança.

Notei que vai além.

Deixando um pouco de lado o modelo ideal de mundo fantástico, São Paulo, desde o momento em que você se declara um integrante e parte dela, não é simplesmente um lugar onde se vive: é um estado de espírito que lhe adentra a alma. Por todos os lugares, ele invade seus sentimentos e seu ser de tal maneira que a metafísica seria incapaz de esclarecer. De impulso tão forte que seria impossível mensurar. É onde você é tomado no seu íntimo por uma estranha sensação de prazer, encantamento e fascínio. Há uma sensação de êxtase em fazer parte dela. E todos os dias em que você se aventura por suas ruas, as coisas nunca são as mesmas, as pessoas nunca se repetem, as situações se distorcem em combinações multifacetadas, como se fosse uma imposição serem diferentes a todo momento. E é onde você se perde em meio a milhares de raças, cores e credos, tudo em uma completa harmonia. Cada detalhe parece ser desenhado para que a cidade desse certo, na qual a falta de apenas um seria suficiente para tudo se transformar em um caos incomparável. A quantidade de informações é tão corrente, tão rápida e infinita, tão magnífica e ao mesmo tempo descartável, que chega um momento em que você se acomoda a tudo aquilo, perdendo totalmente o senso de discrição. Tudo é sentido como nulo. Você acaba sendo automatizado por São Paulo. Mas creiam, é um robotizado que lhe abre a mente e dilacera o peito. E é ai que, fazendo um esforço, você vê tão claramente a beleza das situações mais simples. O cortejo lançado na escada rolante de um metro em direções contrárias, você subindo e a pessoa descendo, e você acompanhando o olhar da pessoa até ela se perder entre as outras pessoas da estação. Até ela se confundir com a multidão que corre apressada. Até ser mais um ponto em 12 milhões de paulistanos. Somente mais uma engrenagem dessa maravilhosa máquina. Quem era ela? E quem poderia ser? O que poderiam ser juntos? Milhões de destinos são traçados todos os dias, a toda hora, e milhões deles se esfarelam instantaneamente, de uma maneira surpreendentemente linda. E esses destinos se esbarram a todo momento, corpos dançando nesse cenário de concreto, cada um carregando seus medos, seus sonhos, sua história. São Paulo é um mosaico de almas. É o lugar em que você é único, e ao mesmo tempo é só mais um. É a maravilhosa vida anímica de Simmel. A representação de papéis e fachadas de Goffman. É a megalópole de dentro e de fora. É a alma paulistana.

É São Paulo, que conheço a tão pouco tempo, e a que não pretendo largar jamais.

L.O.V.E

L.O.V.E

(via enj0y-silence)

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(via upanddownroundandround)

Voltei =)

Problem?

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(via whatevermotta)